Nova:
Uma nova é uma explosão nuclear cataclísmica em uma estrela,
causada pela acreção de hidrogênio à superfície de uma anã branca, levando à
ignição e iniciando a fusão nuclear. As novas não devem ser confundidas com as
supernovas ou as novas luminosas vermelhas.
Se uma anã branca possui uma companheira próxima que
ultrapassa o seu lóbulo de Roche, a anã branca vai acretar continuamente gás
proveniente da atmosfera externa da companheira.
A companheira pode ser uma estrela da sequência principal ou
estar envelhecendo e se expandindo para se tornar uma gigante vermelha. Os
gases capturados consistem basicamente de hidrogênio e hélio, os dois
principais constituintes da matéria ordinária no universo.
Os gases são compactados na superfície da anã branca pela
sua intensa gravidade, comprimidos e aquecidos a temperaturas muito altas, à
medida que matéria adicional é absorvida.
Para os parâmetros da maioria de sistemas binários, a queima
do hidrogênio é termicamente instável e rapidamente converte uma grande
quantidade do hidrogênio em outros elementos mais pesados, numa reação de fuga.
A enorme quantidade de energia liberada por este processo
expulsa os gases remanescentes da superfície da anã branca e produz uma
explosão de luz extremamente brilhante. A elevação até o brilho máximo pode ser
muito rápida ou gradual, o que está relacionado com a classe de velocidade da
nova; depois do pico, o brilho decai de forma constante.
O tempo para uma nova decair em 2 ou 3 magnitudes a partir
do brilho óptico máximo é usado para classificar a nova pela sua classe de
velocidade. Uma nova rápida tipicamente leva menos de 25 dias para decair em 2
magnitudes, enquanto uma nova lenta leva acima de 80 dias.
A despeito da sua violência, a quantidade de material
ejetado em novas é normalmente de apenas cerca de 1/10.000 da massa solar,
muito pouco em relação à massa da anã branca. Além disso, somente cinco por
cento da massa acretada é fundida para formar a explosão.
Subtipos
As novas são classificadas de acordo com a velocidade de
desenvolvimento da curva de luz, conforme segue:
- NA: Novas rápidas, com um rápido aumento de brilho, seguido por um declínio de 3 magnitudes - até cerca de 1/16 do brilho - em até 100 dias.
- NB: Novas lentas, com um declínio de 3 magnitudes em 150 dias ou mais.
- NC: Novas muito lentas, que permanecem com a luz máxima por uma década ou mais e decaem muito lentamente. É possível que as novas do tipo NC sejam objetos que diferem fisicamente muito das novas normais, como por exemplo nebulosas planetárias em formação, exibindo características semelhantes a estrelas Wolf-Rayet.
Supernovas:
Supernova é o nome dado aos corpos celestes surgidos após as
explosões de estrelas (estimativa) com mais de 10 massas solares, que produzem
objetos extremamente brilhantes, os quais declinam até se tornarem invisíveis,
passadas algumas semanas ou meses.
Em apenas alguns dias o seu brilho pode intensificar-se em 1
bilhão de vezes a partir de seu estado original, tornando a estrela tão
brilhante quanto uma galáxia, mas, com o passar do tempo, sua temperatura e
brilho diminuem até chegarem a um grau inferior aos primeiros. A explosão de
uma supernova pode expulsar para o espaço até 90% da matéria de uma estrela.
Mas, quando a massa desse núcleo ultrapassa 3 massas
solares, nem mesmo a Pressão de Degenerescência dos nêutrons consegue manter o
núcleo; então a estrela continua a se colapsar, dando origem a uma
singularidade no espaço-tempo, conhecida como buraco negro, cuja velocidade de
escape é maior do que a velocidade da luz.
Atualmente, são utilizadas como velas-padrão para estudos da
expansão do universo, técnica similar à utilizada por Edwin Hubble com
cefeidas, mas, com eficiência muito maior, pois o brilho das Supernovas é bem
maior.
Os tipos de Supernovas atuais são:
- Tipo Ia
Há vários meios pelo quais uma supernova desse tipo pode se
formar, mas eles compartilham um mecanismo interno comum. Se uma anã branca de
carbono-oxigênio agregar bastante matéria para alcançar o limite de
Chandrasekhar, de cerca de 1.38 massas solares 1 (para uma estrela que não
gire), ela poderá não ser mais capaz de suportar a carga do seu plasma, através
da pressão de degeneração eletrônica, e entrar em colapso por isto.
- Tipos Ib e Ic
Estes eventos, tais como supernovas do Tipo II, são
provavelmente estrelas massivas esgotadas de combustíveis em seus centros;
contudo, os progenitores dos Tipos Ib e Ic perderam a maior parte de seu
envoltório externo de hidrogênio, devido a seu forte vento solar ou devido à
interação com uma companheira.4 . Supernovas do tipo lb são tidas como
resultantes do colapso de uma maciça estrela Wolf-Rayet. Existem algumas
evidências de que uma pequena porcentagem das supernovas do tipo&nsp;Ic
podem ser a fonte de erupção de raios gama.
Qual a diferença entre “Novas” e “Supernovas”?
Uma nova ocorre devido à atração gravitacional. Muita
matéria da outra estrela é transferida para a anã branca, acumulando-se numa
camada envolvente e aumentando assim a pressão sobre a estrela anã. A um dado
momento a pressão torna a estrela anã branca instável, produzindo uma grande
explosão lançando para o espaço parte do material envolvente. Na explosão o
brilho da anã branca aumenta muito e de forma repentina, diminuindo depois ao
longo dos meses, ou mesmo de anos, até voltar ao seu brilho inicial. Dado que a
estrela não é destruída por esta explosão, por vezes algumas dessas anãs
brancas voltam a transformar-se em novas.
Uma supernova ocorre quando uma estrela gigante, com uma massa de pelo
menos 10 vezes a massa do Sol, chega ao fim de sua vida produz-se uma explosão
a que se dá o nome de supernova. A supernova pode atingir um brilho de muitos
milhões de vezes o brilho da estrela antes da explosão. O brilho é de tal forma
intensa que pode ser comparável ao brilho de uma galáxia inteira. É uma
explosão verdadeiramente notável. Grande parte da matéria da estrela é
projetada no espaço. A matéria não expulsa para o espaço torna-se então numa
estrela de neutrões, também conhecida por pulsar. Ou então, dependendo da
quantidade de massa que restar, torna-se um buraco negro (caso a massa
ultrapasse as 3 massas solares).
Bom resumindo: Uma nova é uma explosão de uma estrela anã
branca, que atrai materiais de outra estrela próxima a ela e, por isso, entra
em colapso. Essa explosão não é tão grande para destruir a estrela.
Mas a supernova é a explosão de uma estrela gigante quando a
mesma morre, podendo atingir um brilho de muitos milhões de vezes o brilho da
estrela antes da explosão. Essa explosão destrói completamente a estrela, e sua
matéria é projetada no espaço.
Ou seja, a nova não destrói a estrela, mas a supernova a destrói.



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